Normalmente os links que ponho aqui no blog são teóricos, este é um dos textos mais interessantes que li sobre a DC na medida em que toca em assuntos que influenciam o dia a dia de um doente de Crohn. Identifico-me com quase todos os “sintomas” expostos no texto, já estou tão habituado à doença que às vezes perco a noção de que certas coisas não são normais….
Mais uma vez deixo em baixo a transcrição do texto para o caso do link não funcionar.
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Um inquérito realizado pela Federação Europeia das Associações de Crohn e Colite Ulcerosa revelou que 45 por cento dos portugueses que sofrem de Doença Inflamatória do Intestino (DII) evitaram ou terminaram uma relação íntima devido à doença.
O estudo sobre o impacto da doença na qualidade de vida dos doentes, a que a agência Lusa teve esta quinta-feira acesso, e que foi realizado em 25 países, incluindo Portugal, concluiu que mais de um quinto dos doentes (22 por cento) assumiu que a DII influenciou a sua capacidade para fazer ou manter amizades.
A Doença Inflamatória do Intestino afecta mais de 15 mil portugueses e manifesta-se, sobretudo, em jovens adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos. Anualmente surgem cerca de 100 novos casos.
A patologia engloba a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa que exercem “um impacto muito forte na qualidade de vida dos doentes e nas relações interpessoais”, refere a Associação Portuguesa de Doença Inflamatória do Intestino (APDI), que, no sábado de manhã, assinala o dia mundial da doença com uma caminhada, no Parque da Cidade, no Porto.
A iniciativa destina-se a doentes, familiares e a todos aqueles que se queiram associar à sensibilização para a doença.
Uma das situações que mais preocupa os doentes prende-se com a necessidade de idas frequentes à casa de banho. De acordo com o inquérito, 36 por cento dos inquiridos afirma ter sido alvo de brincadeiras de outras pessoas por este motivo. Mais de metade dos doentes fica preocupado quando tem que ir a algum lado e desconhece se existem casas de banho disponíveis (53 por cento).
Os doentes consideram que o acesso a cuidados especializados é geralmente bom, tendo a maioria um diagnóstico final atempado. Apesar disso, cerca de 15 por cento dos doentes teve que esperar cinco anos ou mais pelo seu diagnóstico.
O número de internamento de doentes com DII é considerada “bastante elevado” – aconteceu em 87 por cento dos casos.
Muitos doentes vivem com complicações associadas: 44 por cento têm problemas de articulações, 24 por cento sofre de problemas de pele, 28 por cento afirma tomar regularmente analgésicos para alívio dos sintomas associados à DII e 31 por cento acorda frequentemente em resultado de episódios de dor relacionados com a doença.
Na maioria dos casos, a doença pode ser mantida sob controlo com medicação mas, actualmente, não há causa nem cura conhecida para a Doença Inflamatória do Intestino.



